sábado, 2 de abril de 2011

- Quando menino


Quando menino...

Ah vida me disse siga, e eu segui;
Pare e eu parei, continue; continuei! A vida me mandou correr e eu corri.
 - Estávamos como na brincadeira “morto vivo, vivo morto”.
Pule, abaixe, sorria, chore. Faça não fazer sentido...
Finja de morto, morda, mate e morra;
Não pare, siga em frente, abaixe a cabeça... Agora a erga!
Lute, encare e alce; desista de tudo isso e recomece.
Faça o que eu digo o que mando; AGORA CORRA!
 Levante-se e continue você está quase lá, não ceda e seja maduro.
Eles nunca cederão por você, sempre vão querer um pouco mais;
Vá, roube; entregue aos pobres. Lucre na mentira, consiga recompensas.
FAÇA O QUE EU QUERO
   

Então cresci, e vi que a vida tem essa mania de nos impulsionar...
Então ela me disse: - Vai!
Sorri, dei dos passos e cai morto.
Foi no dia em que escrevi meu primeiro texto; havia morrido pra vida!
Começava então meu outro martírio, receber ordens de outros eus.

                            
                               -  Lucas George P. Paschoal

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