domingo, 3 de abril de 2011

- Sobre as vozes

... de falar de amor, perdão e reconciliações!
Buscar crescer e ser melhor, nunca olhar para trás e sempre, sempre saber perdoar.
- Na incessante busca de acertar erramos grandiosamente (falo sobre meu próprio eu) a conclusão que tenho é: “deixe rolar, deixe viver, deixe estar”, pois os parâmetros e condutas nem sempre podem ser encaixados nas nossas vidas. Às vezes falo sobre o que sei, outras escrevo sobre o que as vozes falam; só que andam caladas ultimamente.
Cheguei à conclusão de que não sei nada sobre a vida, e tudo que “vi e vivi” não passa de um monte de passado, e o passado não se mistura com o futuro – pelo menos não o meu –.

Lembro-me uma vez que estava no portão (não lembro minha idade), estava com meu bloco de anotações – onde eu mais rabiscava do que escrevia –, um homem parou ao meu lado e sorriu, devolvi o sorriso simpático; o melhor que eu pudera.
O homem perguntou o que eu fazia ali. Disse a ele que escrevia coisas que eu via, sentia e que também escrevia o que as vozes me falavam; ele me olhou por alguns segundos e disse:
- O que as vozes falam? O que dizem a você? .
Eu apenas sorri!
- No momento; Dizem que o Sr. está atrasado.
Ele me fitou por um breve período e disse:
- Continue assim Lucas, você vai longe!

E lá se foi ele para o seu destino; Olhei duas ou três vezes para ele, querendo perguntar como ele sabia meu nome, mas já havia dado muita confiança a um estranho. Entrei, bati o portão; Minha mãe sempre dizia para nunca papear com desconhecidos. (Essa é a lembrança mais antiga que tenho da minha infância).
Não sei quem era o homem, não faz muita diferença, e também nunca comentei com ninguém sobre esse acontecido. Coisas loucas ou não, mas me pertencem!
- E até hoje ouço as vozes algumas vezes, tanto pro bem quanto pro mal. Elas me envolvem numa inércia, num frenesi e poucas vezes consigo escapar da sua “lábia”.
Nunca havia mencionado as “vozes” em meus escritos (achei que daria um tom de zombaria), longe de mim; Afinal não peço que ninguém goste do que escrevo, e se gostam, é porque escrevo no mínimo bem.

- Vou-me indo já, são 18hs e pretendo barbear-me para a noite, infelizmente essa noite será sem ela e confesso; estou a ter comichões por todo o corpo. Ligar ou não ligar. Bem acho que preciso resolver isso sozinho, afinal as vozes não tem falado á dias e, vou me sair bem. Lembro-me do que o cupido disse. Loucura? Não, apenas certeza que dessa vez não vou agir como um infeliz e grotesco “ser humano”.

                                                                      A todos que leram; até mais.


                        -  Lucas George P. Paschoal



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